Artur Gomes & Gumes - Meu coração Marçal Tupã Sangra Tupy & Rock And Roll


24/02/2006


Escrito por artur gomes às 01h54
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Escrito por artur gomes às 01h51
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23/02/2006


Quintana sempre me dizia

"esses que aí estão
atravancando o meu caminho
eles passarão
e eu passarinho"

gosto do vinho verde
e branco
com gosto virgem da flor
cujos lábios
nunca pousaram pro retrato

eu poeta fausto
quero a uva
e o diabo a quatro

e quintana sempre me dizia:
"eu sou como sou passarinho
intransponível"

poeta é  assim mesmo
só deseja o imprevisível
impossível imaginário
e assim chega ao centenário
sendo assim ou seja como for

um beija-flor
um passarinho
quer construir seu ninho
nos lábios daquela aflor

artur gomes
http://artur.zip.net
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Escrito por artur gomes às 15h02
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Amor a Portuguesa

o meu amor mora em Lisboa
e leva a vida numa boa
e não leva a sério  
tudo o que um dia
escreveu o poeta
Fernando Pessoa

por exemplo:
que o poeta é um fingidor
o meu amor não acredita
porque sabe que o amor
é o sagrado da escrita

Artur Gomes
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Escrito por artur gomes às 14h59
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Língua nova

 

a língua escava

entre os dentes

a palavra nova

fulinaimânica

sagarínica

às vezes muito prosa

outras vezes

muito cínica

em tudo o que quero conhecer

a pele do teu nome

a segunda pele

o sobrenome

 

língua não tem pátria

no que quero

no que posso

a pele em flor

a flor da pele

a palavra dandi

em teu corpo nu

a língua em fogo

a língua crua

a língua nova

a língua nua

fulinaímica

sagaranagem

palavra texto

palavra imagem

e no céu da tua boca

a língua viva

se transmuta na viagem

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 14h57
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os búfalos

que pastam nos meus olhos

trazem os olhos de isabel

diante dos meus olhos

com fome de desejos

ali em frente

o rio o mar

a  tela o pasto

onde desagua

em meu espelho

do outro lado

uma boca de mulher

sedenta dos meus beijos

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 14h33
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poética

 

tudo quântico fosse mar

kalu seria iemanjá

        oxumaré

        oxum dedé

       

água de beber

alimento de comer

coisa santa

               orixá.

coisa rara amaralina

essa coisa uma menina

essa menina fosse quântica

kalu seria carolina

me olhando da janela

eu aqui pensando nela

e ela ali em alto mar.

 

 

Artur Gomes

www.fulinaima.hpg.com.br

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Escrito por artur gomes às 13h52
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22/02/2006


fulinaíma não é sagaranagem

sagaranagem não é fulinaíma

o olho daquela pantera

não é o olho daquela menina

os búfalos que vejo pastando

não têm a cara de Macunaíma

 

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Escrito por artur gomes às 12h47
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Escrito por artur gomes às 11h26
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Carne Proibida

 

o preço atual

proíbe que me coma

mas pra ti estou de graça

pra ti não tenho preço

 

sou eu quem me ofereço

a ti: músculo & osso

leva-me à boca

e completa o teu almoço

Escrito por artur gomes às 11h25
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Escrito por artur gomes às 11h23
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Dia D

 

,

furai

a pele das partículas dos poemas

 

viemos das gerações neoabstratas

assistindo a belos filmes de Godart

inertes em películas de Truffaut

bebendo apocalipses de Fellini

em tropicâncer genocidas de terror

 

,

sangrai

a tela realista dos cinemas

na pele experimental do caos urbano

 

,

tragai

Dali pele entre/ossos

Glauber rugindo enTridentes

na língua do veneno o gozo das serpentes

nos frascos insensíveis de isopor

 

,

caímos no poder do vil orgânico

entramos no curral dos artefatos

na porta de entrada os artifícios

na jaula sem saídas os mesmos pratos

Escrito por artur gomes às 11h22
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Escrito por artur gomes às 11h21
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BraZílica Pereira

 

neste país de fogo & palha

se falta lenha na fornalha

uma mordaz língua não falha

cospe grosso na panela

 

não me metam nestes planos

verde/amarelos

meus dentes vãos armados

nem foices nem martelos

meus dentes encarnados

alvos brancos belos

já estão desenganados

desta sopa de farelos

Escrito por artur gomes às 11h20
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Escrito por artur gomes às 11h19
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ALUCINAÇÕES(IN)TERPOÉTICAS

 

O QUE é que mora

em tua boca bia?

um deus. um anjo.

ou muitos dentes claros

como os olhos do diabo

e uma estrela como guia?

 

O QUE é que arde

em tua boca bia?

azeite, sal, pimenta e alho

réstias de cebola

carne krua do caralho

um cheiro azedo de cozinha

tua boca é como a minha?

 

O QUE é que pulsa

em tua boca bia?

um mar de eternas ondas

que covardes não navegam,

rio de águas sujas

onde peixes se apagam.

 

ou um fogo cada vez mais Dante

como este em minha boca

de poeta/delirante

nesta noite cada vez mais dia

em que acendo os meus infernos

em tua boca bia?

Escrito por artur gomes às 11h19
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Escrito por artur gomes às 11h17
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Beatriz a Faustino

 

pudesse eu divagar pelos teus poros

bosque do teu reino em teus   pêlos

mergulhar contigo o mar    da fonte

atravessar da carne a pele    a ponte

penetrar no orgasmo dos teus selos.

 

pudesse eu cavalgar  por tuas crinas

no dorso cavalar          onde deflora

deixando assim então de ser menina

e me tornar mulher     por toda sina

no inferno céu               da tua hora

Escrito por artur gomes às 11h17
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Escrito por artur gomes às 11h15
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Black Billye

 

ela tinha um jeito gal – fatal

vapor barato

toda vez que me trepava as unhas

feito um gato

cantar era seu dom

chegava a dominar a voz feito cigarra

cigana ébria

vomitando doses do seu canto

 

uma vez só subiu ao palco

estrela no hotel das prateleiras

companheira de ratos

na pele de insetos

praticando a luz incerta

no auge do apogeu

 

a morte não é muito mais

que um plug elétrico

um grito de guitarra

uma centelha

logo assim que ela começa

algo se espelha

na carne inicial de quem

morreu

Escrito por artur gomes às 11h14
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AntLírica

 

 

eu não sou zen

muito menos zhô

nem tão pouco

Zapa

nem ando na contra capa

do teu disquinho

digital

não alinho pela esquerda

nem à direita do fonema

vôo no centro/viagem

olho rasante/miragem

veia pulsante/poema

Escrito por artur gomes às 11h13
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Escrito por artur gomes às 11h10
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PONTAL.FOTO.GRAFIA

      

Aqui,

 redes em pânico

pescam esqueletos no mar

esquadras - descobrimento

espinhas de peixe

                    convento

cabrálias     esperas

                    relento

escamas secas no prato

e

um cheiro podre no

AR

Escrito por artur gomes às 11h09
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Escrito por artur gomes às 11h09
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caranguejos explodem mangues em pólvora

ovo de colombo quebrado

areia branca inferno livre

rimbaud –

áfrica virgem

carne na cruz dos escombros

trapos balançam varais

telhados bóiam nas ondas

tijolos afundando náufragos

último suspiro da bomba

na boca incerta da barra

esgoto fétido do mundo

grafando lentes na marra

imagens daqui saqueadas

jerusalém pagã visitada

atafona.pontal.grussaí

as crianças são testemunhas:

 

jesus cristo não passou por aqui

 

Escrito por artur gomes às 11h08
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Escrito por artur gomes às 11h08
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miles davis fisgou na agulha oscar no foco de palha

cobra de vidro sangue na fagulha

carne de peixe maracangalha

que mar eu bebo na telha

que a minha língua não tralha?

penúltima dose de pólvora

almeira subindo a maralha

punhal trincheira na trilha

cortando o pano a navalha

fatal daqui pernambuco

atafona.pontal.grussaí

as crianças são testemunhas:

 

mallarmé passou por aqui.

Escrito por artur gomes às 11h06
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bebo teu fato em fogo

punhal na ova do bar

palhoças ao sol fevereiro

aluga-se teu brejo no mar

o preço nem Deus nem sabre

sementes de bagre no porto

a porca no sujo quintal

plástico de lixo nos mangues

 

que mar eu bebo afinal?

Escrito por artur gomes às 11h05
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Escrito por artur gomes às 10h56
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ontem a noite me pegou
biritando uma cerveja
na porta do sacy
em frente ao largo
que eles chamam Ordem
e eu digo que é desordem
onde se concentram
os punks góticos
os darks tudo fake
nesta cidade lock
a papa aqui pirou
cantando easy rider
nesta cidade on the rock

artur gomes
http://carnavalha.zip.net
http://fulinaimagomes.zip.net
http://arturgumes.zip.net

Escrito por artur gomes às 10h54
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Escrito por artur gomes às 10h53
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VeraCidade

 

porque trancar as portas tentar proibir as entradas se já habito os teus cinco sentidos e as janelas estão escancaradas. um beija-flor risca no espaço algumas letras de um alfabeto grego signo de comunicação indecifrável. eu tenho fome de terra e esse asfalto sob a sola dos meus pés agulha nos meus dedos. quando piso na augusta o poema dá um tapa na cara da paulista. flutuar na zona do perigo entre o real e o imaginário. joão guimarães rosa martins fontes caio prado um bacanal de ruas tortas. eu não sou flor que se cheire nem mofo de língua morta o correto deixei na cacomanga matagal onde nasci. com os seus dentes de concreto são paulo é quem me devora e selvagem devolvo a dentada ma carne da rua aurora.

 

arturgomes

in fulinaíma outras vozes outras falas

ao som das guitarras de filipe buchaul gomes

http://carnvalha.zip.net

http://fulinaimagomes.zip.net

http://arturgumes.zip.net

Escrito por artur gomes às 10h52
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Escrito por artur gomes às 10h52
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