
gravura - manoela afonso

Foto_sofia da alma:
O que teus olhos desvendam
Vai além do que vejo
Desvenda-me a alma
REascende antigos desejos
Fazendo-me nua na óptica
Do que ainda não conheço
Retirando-me os adereços
Etiquetas, tarjas, preços...
Pondo-me transparente
Com as víceras evidentes
Em colorações antes nunca vistas!!!
Migo lindo!!! Desculpe-me a ousadia, mas amei a RAdio.Grafia e intencionei retribuí-la com a Foto_sofia.
Nana Freitas
“Tem que acontecer alguma coisa, meu bem,
parado é que não dá pra ficar.”
Raul Seixas
SabaSauers apresentam: Movimento inVerso
Sexta, 28 de abril – A partir das 20h - $5,00
Subam a bordo da palavra e venham
experimentar, fazer e respirar a arte.
Um espaço aberto às múltiplas manifestações artísticas.
Tragam seu talento e sejam bem-vindos!
Poesia, musica, teatro e tudo mais!
Poetamigos e Poemúsicos convidados:
A Elétric Blues Poesia de Artur Gomes & Filipe Buchaul
As vozes e violões de Luciana d’Avila e Otacílio
A poesia de Geovana Pires da Escola Lucinda de Poesia Viva
E muitas outras surpresas!
Barteliê
R. Vinicius de Moraes, 190 - apto 03
Ipanema (esquina com Nascimento Silva)
http://movimentoinverso.blogspot.com
Bolero Blue
beber desse conhac
em tua boca
para matar a febre
nas entranhas entre os dentes
indecente é a forma que te bebo
como ou calo
e se não falo quando quero
na balada ou no bolero
não é por falta de desejo
é que a fome desse beijo
furta qualquer outra palavra presa
como caça indefesa
dentro da carne
que não sai
Artur Gomes
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1864412
http://www.soundclick.com/bands/fulinaimaoutrasvozesoutrasfalas
http://www.soundclick.com/bands/arturgomesfulinaima
A Cor da Cultura
negros africanos
traficados
para lavourar
as fazendas de café
brincam
em volta de fogueiras
tambores
a noite inteira
canto querendo o
desvendar do ponto
e danças de umbigada
negro
batizado no eito
jongo, capoeira e maracatu
samba-de-roda
no tambor-de-crioula
na pernada
no lundu
há balaios de alqueires
e peneiras rasas de abanar
terra limpa e ciscada
os cafeeiros estão vermelhos
galhos
e tulhas
na fartura
a carga é de vergar
as bagas
transbordam
e lá se vai apanhação
nos caminhos dos cafezais
do alto das colinas
até às secadeiras
os grãos de café
às costas
nos cestos
de vime ou de bambú
ô negro
arruma a safra do dia
que amanhã
o café está bem seco
no terreiro
banhado de sol
e você volta a gingar
reis, ditadores, feitores
quem pode lhe segurar
levanta o grito
da cuíca e do berimbau
na pancada do ganzá.
(Luciana Pessanha Pires- 17/04/06- 23h)
rente a pele contra o muro
eu te grafito no escuro
In Couro Cru & Carne Viva - 1987