


Dicas Fulinaímicas
1 - Hoje – quinta feira - às 19:45, Madan na ALL TV www.alltv.com.br no programa do André Domingues, falando sobre o seu mais recente CD “Brincando com palavras” com músicas minhas sobre poemas do poeta José Paulo Paes. O CD está sendo um sucesso de crítica e de público, foi pré-selecionado para o Prêmio TIM. www.premiotim.com.br e pode ser conhecido em www.uol.com.br/madan ou www.luamusic.com.br .
Apareçam para ver e fazer suas perguntas.
ALL TV - www.alltv.com.br - hoje - quinta-feira – às 19:45
2 – Amanhã – sábado 21h - o imperdível show do meu brother Edvaldo Santana no Centro Cultural Cidadão do Mundo – Rua Rio Grande do Sul, 73 – São Caetano-SP –
fulinaíma divulgação & produção cultural
jura secreta número 2
não fosse esse punhal de prata
mesmo se fosse
e eu não quisesse
o sangue sob o teu vestido
o sal no fluxo sagrado
sem qualquer segredo
esse rio das ostras
entre suas pernas
o beijo no instante trágico
a lingua
sem que ninguém soubesse
no silêncio
e esse relógio sádico
quando é primavera.
Artur gomes
http://babycadelinha.blogspot.com
Jura Secreta
não fosse essa jura secreta
mesmo se fosse
e eu não falasse
com esse punhal de prata
o sal sob o teu vestido
o sangue
no fluxo sagrado
sem nenhum segredo
esse relógio
apontado pra lua
não fosse essa jura secreta
mesmo se fosse
eu não dissesse
essa ostra no mar
das suas pernas
como um conto
do marques de sade
no silêncio
logo depois do susto
artur gomes
http://balckbilly.blogspot.com
http://babycadelinha.blogspot.com
Há dias procuro em mim a tua escrita,
tuas marcas e teus desejos
Mas a tua escrita amorosa em minha pele
é alfabeto sem vogais,
único e conceitual,
suave e singular.
É um código secreto
Não está na língua dos povos
e diz respeito ao nosso tato.
Nossos sorrisos e nossos horizontes.
Com a ponta dos dedos absortos
beijo a tua face e num enlace
revela -se a nossa libido.
Tua leitura exige desenhos flamejantes
As linhas vão se firmando
Na minha pele, na tua alma
No meu ser, no teu sonho
Há uma pintura de coração na minha cabeça
E a palavra leitura no lado esquerdo do peito
A tua escrita é leve, tão leve
Que tu me marcas com tinta forte e penetrante
ao invés de lápis e grafite.
San
Só sei
Queria amanhecer
Em
Em poemas elétricos
Beijos selvagens
Sexo fútil e com dor
Pele dura
Coração
Saliva
Em luta de corpos
Queria anoitecer errático
Espíritos sombrios
Tragando a fumaça
Alimentando a fera
Acendendo um fogo cruel
Transgredindo a liberdade
Profanado o sagrado
Violando as virgens
Cidade em fumaça
Marko Andrade
Hilda Hilst
Enquanto faço o verso, tu decerto vives.
Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue.
Dirás que sangue é o não teres teu ouro
E o poeta te diz: compra o teu tempo
Contempla o teu viver que corre, escuta
O teu ouro de dentro. É outro o amarelo que te falo.
Enquanto faço o verso, tu que não me lês
Sorris, se do meu verso ardente alguém te fala.
O ser poeta te sabe a ornamento, desconversas:
“Meu precioso tempo não pode ser perdido com os poetas”
Irmão do meu momento: quando eu morrer
Uma coisa infinita também morre. É difícil dizê-lo:
MORRE O AMOR DE UM POETA.
E isso é tanto, que o teu ouro não compra,
E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto
Não cabe no meu canto.
In panorama da palavra
Quando eu percebi
que o agora se esvaía
por entre os dedos da minha mão
quase transbordei
meu passado
e futuro
enquanto meu ontem
já descia pelo ralo...
sufoquei certos segundos...
(joana flor)
vento e mar talharam-se no meu corpo
cessar tua estação em mim foi impossível
sorvi o sumo que sopra nos ares a maresia
roubando-te estrelas marinhas para emprestar à noite
siderei-me no teu céu sem vestes
tingindo-me azul têmpora tronco e membro
colhi versos nos teus olhos
coisa pássara
pousados nos girassóis
violinos deitaram adágio sobre a terra de ti
casa de sementes imersas lírio e orvalho
Jacineide Travassos