Artur Gomes & Gumes - Meu coração Marçal Tupã Sangra Tupy & Rock And Roll


02/06/2006


(des)iguais

amar aos desiguais
apaixonar-se pelo oposto
amarração
aberração
amarga ilusão

desiguais
contrários
extremos
não se amam
traem-se
distraem-se
permutam
lutam
competem
e vencidos pelo cansaço
abandonam-se

no amor
ocupam lugar
a física quântica
a química
a semântica
amar é exercício
de lógica
é razão
escolha
disposição
matemática
dois mais dois
são quatro

narciso bem o sabe
só o espelho fascina
imã
afins
iguais
almas gêmeas
univitelinos
bastam-se

embora sejam um
em dois se partem
e homem e mulher se fazem.

ivy menon



Escrito por artur gomes às 10h17
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Fruta e mulher no mesmo pé de caqui
no qual espantando os passarinhos eu trepo
para apanhar como um garoto a fruta
e apreciar, comendo-a lá no alto, a mulher
que ficou lá embaixo me esperando subir
e agora vejo se mexendo entre as folhas,
com seus olhos de mel, seus ombros secos,
enquanto me contorciono todo subindo
entre línguas de sol, roçar de galhos,
para alcançar e arremessar para ela,
no ponto mais extremo, o caqui mais doce.

Leonardo Fróes

Escrito por artur gomes às 10h15
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foto: willian aguiar - casa de cultura laura alvim - 2004

Escrito por artur gomes às 09h34
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01/06/2006


naiman - foto: cris grando - cerquilho/sp 2005

Escrito por artur gomes às 13h28
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Fulinaimicamente

arturgomes/naiman

ouça em  baixa  /  média 


do som dessa palavra
nasce uma outra palavra
fulinaimicamente

no improviso do repente
do som dessa palavra
nasce uma outra palavra
fulinaimicamente

brasileiro sou pele de gato
brasileiro mesmo de fato
brasileiro bicho do mato
yauratê curumim carrapato

em rio que tem piranha
jacaré sarta de banda
criolo tô na umbanda
índio fui dentro da oca

meu destino agora traço
dentro da tribo carioca

jackson do pandeiro
frederico baudelaire
nas flores do mal-me-quer
arthur rimbaud na festa
de janeiro a fevereiro
itamar da assumpção
olha aí zeca baleiro
no olho do mundo cão

 

ouça aqui:

http://naimanico.sites.uol.com.br

 

Escrito por artur gomes às 13h24
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cris grando lendo hilda hilst no V FestCampos de Poesia Falada - foto: avelino ferreira 2003

Escrito por artur gomes às 13h19
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(pido reencarnación)
instantánea para Cristiane Grando

respiras feliz y caminas
vas y vienes por el mundo
transparente
cruzas la cordillera y el Atlántico
así
en este juego vertiginoso
hablas y no hablas
en tres, cuatro, cinco
idiomas
lees, lees, leo
en tu carro la velocidad
en el flujo de interminables rutas
que se abren
a tu rueda celeste
ocio y maravilla
cinematógrafos
antesalas de la muerte
ciudades gigantes, agua y alquimia
inmediatez
flores para Hilda Hilst
París y São Paulo
zumbido e imaginación
tus ojos son la cámara oscura
que a plena luz
me mira
tal vez me toca
instantánea

¿Y si de repente aparecemos en el siglo XXV
otra vez?

Escrito por artur gomes às 13h12
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31/05/2006


foto: cris grando - sorocaba-sp 2003

Escrito por artur gomes às 14h11
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Goitacá Boy

 

ando por são paulo meio araraquara

a pele índia do meu corpo

em sua carne clara

 

jun tei meu goitacá teu guarani

tupi or not tupi

não foi a língua que ouvi

em tua boca caiçara

 

para falar para lamber para lembrar

de sua língua

arco íris litoral como colar de uiara

é que eu choro

como a chuva curuminha

mineral da mais profunda lágrima

que mãe chorara

 

para roçar para cumer para tocar

na sua pele urucun de carne osso

minha língua tara

sonha lamber do seu almoço

e ainda como um doido curuminha

a lamber o chão da guanabara

 

artur gomes/naiman

in Fulinaíma Sax Blues Poesia

http://fulinaimagomes.zip.net

acesse e ouça aqui

www.fulinaima.com.br

http://www.soundclick.com/fulinaimaoutrasvozesoutrasfalas

http://www.soundclick.com/arturgomesfulinaima

 

Escrito por artur gomes às 14h10
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29/05/2006


Desmantelo Azul


Então pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas
depois vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas

Para extinguir de nós o azul ausente
e aprisionar o azul nas coisas gratas
Enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas

E afogados em nós nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço

E perdidos no azul nos contemplamos
e vimos que entre nascia um sul
vertiginosamente azul: azul.

 

Carlos Pena Filho

Escrito por artur gomes às 17h55
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dos silêncios


nem sempre
minh'alma compreende
teus silêncios

espreita
espera
um olhar-palavra

tua retilínea conduta
explica

meu desassossego
duvida

e o tempo não esfria
nenhum sentimento
neste inverno seco
de palavras
.
Marisa Francisco

Escrito por artur gomes às 17h29
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Escrito por artur gomes às 14h10
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poeta: confesso 1

      p/julinho de adelaide

 

o que pode um poeta fazer

se a tua filha chama-se beatriz?

 

posso somente dizer

que grandes poemas de amor

pra tua filha já fiz

 

artur gomes

http://babycadelinha.blogspot.com

 

 

Escrito por artur gomes às 14h05
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jura secreta 6

 

o que ficou

não ficará já foi

a menina dos meus olhos

roubou a tua menina

e levou pra festa do boi

 

fosse um salgado maranhão

nosso batismo de fogo

25 de março

e o morro queimando em chamas

canto pro tempo nascer

 

o amor que a gente faria

o sol acabou de fazer

 

artur gomes

http://sagaranagens.zip.net

 

 

Escrito por artur gomes às 14h02
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fevereiro pensando flávia

março gritando amanda

acelerador fundo no poço

mariana bem-te-vi re/fazenda

poesia na flor do osso

como uma colcha de renda

 

federico baudelaire

http://federicobaudelaire.zip.net

 

Escrito por artur gomes às 11h20
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foto: rita barreto

 

 

só uma coisa me entristece

o beijo de amor que não roubei

a jura secreta que não fiz

a briga de amor que eu não causei

                             suely costa/abel silva

 

amo esta foto de paixão

ela bem que me devora

além da imagem

que remete a fazenda

onde nasci

tem essa cor

que quase me alucina

 

 

Escrito por artur gomes às 10h36
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com quantos silêncios se faz uma palavra?
artur gomes


cuánto silencio es preciso
para hacer un poema?
A Artur Gomes

el silencio de la soledad y de las puertas
de la imaginación, del mundo
del viento, de las aguas y de los gatos
el silencio del blanco
mucho ruido para nada
silencio, silencio, el silencio
y algunas palabra


cristiane grando
traducion: leo lobos
http://grandolobos.blogspot.com

http://eugeniomallarme.zip.net

 

Escrito por artur gomes às 10h03
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