Artur Gomes & Gumes - Meu coração Marçal Tupã Sangra Tupy & Rock And Roll


14/07/2006


ENGENHOS

 

 

O amor

é doce

como o céu da sacarose

da mais pura linhagem.

 

O amor

é doce

como o mel da sacanagem

da mais puta overdose

que o produziu.

 

O amor

é acaso.

(ocasos, arrebóis

nada tem

nada com isso).

 

O amor

é um caso

flagrante

triturado a todo

caldo,

trucidado a

todos-os-dias

por nossas almas

e corpos

diletantes.

 

marco valença

 

Escrito por artur gomes às 13h13
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palavras palavras palavras

 

sou o que sou palavras retalhos imortais do serAfim  couro cru & carne viva brazilírica pereira a traição das metáforas fulinaimicamente gomes & gumes esfinge federico baudelaire lady gumes black billy baby cadelinha fulinaima gomes afora a tropicanalice metáforas a parte soy de campos sousandrando a batucalha as flores do mal me quer na geléia geral brasileira o céu de abril não é de anil nem general é my brazil meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and rollmeu sangue tupiniquim em corpo tupinambá  só tenho juras secretas sagaranagens fulinaímicas não trago dinheiro no bolso nem fitas no cabelo e falo boi pintadinho e vivo bem brasileiro

 

artur gomes

Escrito por artur gomes às 07h51
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13/07/2006


 

isa sonha

 

Jura Não secreta

         p/ paulo leminski

 

quando a ciranda de roda

atravessou minha  rua

com teus fogos de artifícios

pelos céus da tua boca

 

foi então que eu quis a lua

e disse então sem sabê-la

antes que ela  me visse

 

e neste dia eu vi Alice

quando então ela me disse:

- foi neste chão que eu fiz Estrela

 

Arturgomes

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Escrito por artur gomes às 14h04
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12/07/2006


 

Jura secreta 11

 

fosse carne de açaí

entre os teus dentes

e o relógio na tua janela

mordesse a flor do tempo

como um cavalo alucinado

e selvagem no pasto das manhãs

em que o sol da primavera

vermelho como sangue

em minhas veias

transbordasse mangues

e explodisse em girassóis

diante dos teus olhos

 

artur gomes

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Escrito por artur gomes às 12h00
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confesso que Vivi

 

Os dentes ao sol
A memória engolindo
O resplendor angélico
De um lívido jacinto.

Os dentes ao sol
E o escuro momento
Do girassol no muro
Enlouquecendo.

Os dentes ao sol
Dentro de mim
A sombra dos teus dedos
Tua brusca despedida.

Do tempo
As enormes mandíbulas
Roendo nossas vidas.

 

Hilda Hilst

Escrito por artur gomes às 11h43
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11/07/2006


 

ingrid melo monteiro

 

Jura secreta 10

 

fosse o que eu quisesse

apenas um beijo

roubado em tua boca

dentro do poema

nada cabe

nem o que sei

nem o que não se sabe

e o que não soubesse

do que foi escrito

está cravado em nós

como cicatriz

do corte

entre uma palavra e outra

do que não dissesse

 

artur gomes

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Escrito por artur gomes às 10h21
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10/07/2006


julinha diniz: linda ao vivo e a cores

 

Mulher

meu poema se completa

em teu vestido

roçando a tua carne

no algodão tecido

 

meu ofício é de poeta

pra rimar poema e blusa

e ficar em tua pele

pelo tempo em que me usa

 

artur gomes

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Escrito por artur gomes às 12h41
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