
Gosto de
Provar
O seu sorriso
À luz fria
Ver-te tão de perto
Ao meio-dia
Sem poder tocar, mas
Me sacia
Transformar
Seu beijo em
Poesia
Maíra Santafé

Gosto de
Provar
O seu sorriso
À luz fria
Ver-te tão de perto
Ao meio-dia
Sem poder tocar, mas
Me sacia
Transformar
Seu beijo em
Poesia
Maíra Santafé
bem te vi vivi
373
E quando nós saímos era a Lua,
Era o vento caído e o amr sereno
Azul e cinza-azul anoitecendo
A tarde ruiva das amendoeiras.
E respiramos, livres das ardências
Do sol, que nos levara à sombra cauta
Tangidos pelo canto das cigarras
Dentro e fora de nós exasperadas.
Andamos em silêncio pela praia.
Nos corpos leves e lavados ia
O sentimento do prazer cumprido.
Se mágoa me ficou na despedida
Não fez mal que ficasse, nem doesse –
Era bem doce, perto das antigas.
clara gata polycarpo
olhos de ver a dor onde não está.
visão de sentir de perto
os lados do tédio.
o amor de crescer na voz
a ilusão do medo e
florir na alegria do riso,
na presença, no crescer constante
de uma música linda.
minha filha! minha vida clara!
Prelúdio
Em um dia branco,
alva era a flor
que o perfume trazia
em sulcos profundos...
embriagando sentidos,
rasgando caminhos
enquanto a esperança
gritava...
tecendo novelos do tempo
que queria encontrar
asas pra fugir
do intenso escuro
que em malas guardava
sonhos sem janelas.
Cláudia Gonçalves

Em segredo, eu juro
que embora todos os meus medos
calem minha boca,
minha ânsia louca
por teus beijos,
em segredo,
te escuta e jura:
Jura que consente
que teu olhar penetre
entre meus dentes
e me liberte
dessa grade tola
porque já nos devoramos
em segredo, sob juras...

a vida é jogo de risco
não fosse o mar são francisco
santa clara guaxindiba
praia dos sonhos sossego
ou fosse lagoa doce
o tempo matéria precisa
fronteira à vista pudesse
meus pés molhados na areia
prender o tempo eu soubesse
poema palavra marisa
meus olhos na lua cheia
o sol bateu meio dia
amor era quem fazia
beija flor na rosa amarela
grafite - arco íris - jasmim
stela em sua janela:
nada sabia de mim
filipe barbosa buchaul gomes e não precisa dizer mais nada
Quando você beber do meu veneno
meu amor
não morrerá de tédio febre ou susto
morrerá de amor
orgasmo gozo
e morrerá feliz
quando você beber do meu veneno
meu amor
seu corpo será outro
reNascerá pra vida
meu sangue aplacará a cicatriz
e em ti não restará qualquer ferida.
Artur Gomes
O correr da vida
embrulha tudo.
A vida é assim:
esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois
desinquieta.
O que ela quer da gente
é coragem.
