

beber desse conhac
em tua boca
para matar a febre
nas entranhas entre dentes
indecente
é a forma que te como
bebo ou calo
e se não falo quando quero
na balada ou no bolero
não é por falta de desejo
é que a fome desse beijo
furta qualquer outra
palavra presa
como caça indefesa
dentro da carne
que não sai
baladas, blues e poesia. entre e ouça:
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eu poderia abrir teu corpo com os meus dentes
amanhã quinta (10) a partir das 22:30h entre uma rodada e outra de samba comandada por Daniela Passos, Poesia ao Vivo com Artur Gomes no Braseiríssimo (Rua Tenente Coronel Cardoso, ao lado da quadra de Tênis – Campos dos Goytacazes-RJ)
o preço atual
proíbe que me coma
mas pra ti
estou de graça
pra ti
não tenho preço
sou eu quem me ofereço
a ti:
músculo & osso
leva-me à boca
e completa o teu almoço
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retalhos imortais do serAfim - um presente do meu amor de amiga Claudia Gonçalves
Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor
A mais triste de todas as mulheres.
Que só, de ti, me venha magoa e dor
O que me importa a mim? O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!
Beijá-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascêssemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...
Beija-mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!...

reluz em mim amor e flora
que tal riqueza em luz aflora
com tal beleza total menino
clara evidência voz e destino
e se não fores mansa
é que virás do mar
virás da mãe flora lumiar
e virás da tarde e do amanhecer
e serás tão linda
que ainda vai saber
que andei por folhas
pra te germinar
e deixar sementes
pra te alimentar
e se não fores flora
é o que vou fazer
desse grão de vida
que está pra nascer
maio/1983
http://fulinaimicamente.zip.net

o poeta é a antena da raça mas essa antena não capta a raça do poeta
arquiteto
no poema
o que é
concreto
fato foto
palavra
artefato
grafia
artesanato

poética: jura não secreta
hoje aqui me tens
o rosto
exposto
no poema
nos lábios
o gosto
do beijo
que roubou
em minha boca
naquela noite de cinema
arturgomes

são lourenço do sul-rs - um presente de claudia gonçalves - um amor de amiga
quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro
ou está por fora
quem está por fora
não sustenta um olhar
que demora
diante do meu centro
este poema me olha

mayara - futura bióloga - amiga gaúcha de bento gonçalves
PoÉtica
quando tenso
o poema penso
fio suspenso
no Ar
quando teso
o poema preso
peixe surpreso
no Mar
arturgomes