Artur Gomes & Gumes - Meu coração Marçal Tupã Sangra Tupy & Rock And Roll


08/09/2006


césar castro - transpirações gráficas

sagarânica 2

 

a ferida aberta ontem

carne viva exposta

hoje cicatriz

foi assim que ela me disse

como se cego eu fosse

e não ouvisse tua fala

queimando em mim

lareira em brasa

tuas unhas minha casa

e teu corpo flor de liz

 

artur gomes

http://carnavalha.zip.net

Escrito por artur gomes às 18h14
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06/09/2006


césar castro - transpirações gráficas

Jura secreta 17

 

lua luavíssima lua

carne que menstrua

lua lua lua

toda nua e crua

quando a hora chega

no sexo da menina  

sendo ana  isadora carolina

na boca de são jorge

mínimo satélite

olhos estelar

constelação na pele

quando te quero perto

quando te quero dentro

deste meu céu da boca

quando te espero língua

e tu apenas lua

voa em pleno ar

pelas ruas de  são paulo

na palavra em plumo

quando o amor é rumo

em que os rios vão pro mar

 

artur gomes

http://quartacomverso.blogspot.com

 

 

 

 

 

Escrito por artur gomes às 19h33
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césar castro - transpirações gráficas

A Traição do Lirismo
Dalila Teles Veras

Artur Gomes, feito gume, é máquina devoradora do mundo. Mastiga coisas, afetos, pessoas, rumina e afia os elementos em sua navalha verbal e os transforma na mais pura poesia. Dono de uma criatividade em permanente ebulição, hábil no verbo e na disposição visual do mesmo no espaço do suporte - papel ou pano - bandeira a gotejar palavra que, não raro, é também palco e gesto, (in)cenação a complementar e enriquecer o que a palavra muda já disse, a dizer outra coisa que é também a mesma coisa: poesia.

Poeta em tempo integral, como poucos ousaram ser, Artur Gomes constrói, sem pressa (os anos não parecem pesar - na carne nem no espírito) a sua delirante e criativa poesia, colagem da colagem da colagem, (re)encarnação mais do que perfeita da antropofagia como nem mesmo o velho Serafim sonhou. Nada, absolutamente nada escapa à sua devastadora e permanente passagem, andarilho de poderosa voz a evangelizar para a poesia.

Este Brazilírica Pereira: A Traição das Metáforas é a continuação de um enredo de há muito ensaiado. Seus atrevidos personagens já apareciam em Vinte Poemas com Gosto de JardiNÓpolis & Uma Canção com Sabor de Campos. Legítimas apropriações retiradas de suas viagens brazílicas, figuras que a sua generosidade literária faz questão de homenagear. Na passarela poética de Artur, tanto podem desfilar Mallarmé, Faustino, Dalí, Oswald, Baudelaire, Drummond, Pound, Ana Cristina César e o sempre lembrado mestre Uilcon Pereira, a quem o novo livro é dedicado, como personagens anônimos encontrados nas quebradas do mundaréu, além dos amigos, objeto constante de sua poesia. Neste caldeirão, “olho gótico TVendo”, entra até um despudorado acróstico, rimas milionárias em permanente celebração. O poeta Artur, disfarçado de concreto, celebra descaradamente a amizade e o lirismo e ri-se de quem tenta classificá-lo. Evoé, Artur!

 

Escrito por artur gomes às 13h29
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05/09/2006


césar castro - transpirações gráficas

ciclo lunar

 

todo mistério

que há no fundo

dos teus olhos

seja ele mais profundo

alga   do mar

água de rios

salgada ou doce

vou mergulhar

como se peixe eu fosse

e flutuar

no fluxo dos teus cios

 

artur gomes

http://federicobaudelaire.zip.net

Escrito por artur gomes às 21h35
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césar castro - transpirações gráficas

Inscrição para uma lareira

A vida é um incêndio:nela
Dançamos salamandras mágicas.
Que importa restarem cinzas
Se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
Cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
Na própria luz consumida...

Mário Quintana

 

Escrito por artur gomes às 21h31
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