
lidiane, jeanne e engels unidos pela arte - foto: artur gomes

lidiane, jeanne e engels unidos pela arte - foto: artur gomes
que uma palavra em minha jura não secreta
mesmo porque não tenho Papas
muito menos nos altares
quanto mais na minha língua
também não tenho Padres
nem acredito serem Nossos
se a felicidade está a míngua
te desejo mais que rappas
mais que raspas restos riscos
nem que seja por e-mail
mas te desejo por inteiro
um País muito mais justo
mesa posta para todos
onde viver não seja Foda
e o amor esteja em moda
nas cirandas da infância
sempre flor dentro da roda
para o brilho dos teus olhos
cristalinas as camisas
uma estrela em tua roupa
e tempestades sejam brisas
na razão que nos compete
uma rosa em teu vestido
sempre pão em tua boca
e nossos filhos bem nutridos
para a fome de desejos
em tua língua deixo um beijo
Feliz Natal Dois Mil e Sete
Concurso Nacional de Poesia
o vinho na cultura das civilizações
inscrições até 2 de janeiro/2007
regulamento no site:
http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

ateliê lourenço de bem - lago norte - brasília-df
Amo-te
Amo-te
infinitamente,
em prosa em verso,
eTernamente
Amo-te em poros,
em suores,
em delírios,
em tremores
amo-te em Si,
Dó maior,
Sol, La, Mi
Fá Menor
Amo-te
porque explicar
é só sentir
a brisa do ar
Ela vai te contar
que amo-te em ternura
infinita aventura
até o sol clarear
Bia Marquez (20/12/06)
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a bênção mainha! - rainha do acarajé - feira da torre de tv - brasília-df
Infinitamente
(Para Juras Secretas)
Por que jurar secretamente
o amor que é latente
entre corpos em non sense
entre línguas, enTridentes,
Por que calar em pranto quente
uma paixão incandescente
perdida em fogo, mais que ardente
explodem beijos entreMentes
Mas é fogo, mar e ares
Essa loucura intermitente
Versos, rimas, puramente
Passado, futuro e presente
Bia Marquez - 19/12/06
Pra vc, querido poeta bruxo, em juras e poesias, infinitamente...
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sagarínica ou fulinaimânica
jogo de dada/ista
não sou iluminista/nem pretender
eu quero o cravo e a rosa
cumer o verso e a prosa
devorar a lírica a métrica
a carne da musa
seja branca/negra
amar/ela vermelha verde
ou cafusa
eu sou do mato curupira carrapato
eu sou da febre sou dos ossos
sou da lira do delírio
são virgílio é o meu sócio
pernambuco amaralina
vida leve ou sempre/vida severina
sendo mulher ou só menina
que sendo santa prostituta
ou cafetina
devorar é minha sina
profanar
é o meu negócio
mostra visual de poesia brasileira
Concurso Nacional de Poesia
o vinho na cultura das civilizações
inscrições até 2/01/2007
regulamento no site http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

nossas roupas penduradas nos varais candangolândia brasília-df
sagaraNAgens fulinaímicas
guima
meu mestre guima
em mil perdões eu te peço
por esta obra encarnada
na carne cabra da peste
da hygia ferrreira bem casta
aqui nas bandas do leste
a fome de carne é madrasta
ave palavra profana
cabala que vos fazia
veredas em mais sagaranas
a morte em vidas severinas
tal qual antropofagia
teu grande sertão
vou cumer
nem joão cabral severino
nem virgulino de matraca
nem meu padrinho de pia
me ensinou usar faca
ou da palavra o fazer
a ferramenta que afino
roubei do mestre drummundo
que o diabo giramundo
é o narciso do meu ser
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lilia e eu visto por alice na unb no dia em que le defendeu a sua monografia
Bia de Dante 2
e quando mais ela sorrisse
eu entendia o que disse
me ame dentro dos olhos
e nunca mais ame a clarice
me venha com tuas juras
tuas taradas loucuras
teu amor antropofágico
me ame quando for lírico
me ame quando for trágico
sou beatriz e espero
por estes séculos afora
quem venha e me deflora
me liberta dos tecidos
quem me livre dos vestidos
me abra portas/janelas
me cansei destas esperas
decidida e pronta me entrego
a ti poeta dos céus das bocas
dos infernos
sou razão dos teus delírios
e dos teus versos profanos
me livre de todos os panos
me prove do amor eterno
Artur Gomes
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