Artur Gomes & Gumes - Meu coração Marçal Tupã Sangra Tupy & Rock And Roll


05/01/2007


 

Tuas mãos querem Voar

Tuas mãos querem voar
apanhar meus gritos
e trazê-los aos céus
da tua boca
de teus sonhos
pintá-los risonhos
em seus felizes
deslizes
dedilhar meus
[cem]sentidos
na tua alma-ímã
e [à]parte
dos meus-teus
[des]encantos
prover matizes
^ e asas ^
: fazer de nós
tua obra-prima.

Minhas mãos querem voar
é quando pouso
asas de avião em plumo
tom jobim acima
meus girassóis afora
sobre telhados de nuvens
os meus moinhos de vento
vão se perdendo de vista
e um rio de janeiro
vou deixando para traz.

Olhando o mar pela janela
quando o cromo dos cristais
faíscas nos meus olhos
arco-íris sete cores
já fixados na retina
dentro dos olhos dela.

Léla entre os meus dedos
os seus olhos aquarela
nos meus feito pincéis
sobre palavras
na textura
ou mesmo a lavra
como água
que se escava
um porto alegre
uma paisagem
uma metáfora/metafísica
luz e sombra em tua casa
e a natureza pousando
sobre o azul de minhas asas.


Chris Herrmann & Artur Gomes

http://chrisherrmann.blogspot.com

http://carnavalha.zip.net

 



 

 

 

Escrito por artur gomes às 16h46
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Escrito por artur gomes às 13h49
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02/01/2007


feliz 2007 - santa clara - foto: artur gomes

Escrito por artur gomes às 10h15
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FENAVINHO BRASIL 2007

& Fundação Casa das Artes

                                        apresentam:

 

Artur Gomes & Mayara Pasquetti

em:

Celebração do Amor em Estado de Vinho e Uva

                                      Recital com poemas de

Artur Gomes, Ademir Bacca, Camões, Cláudia Gonçalves,

Vera Margot Mogilka, Paulo Leminski, Vinicius de Moraes

e Oscar Bertholdo

 

De 27/1 a 20/2 –  Praça da Poesia

FENAVINHO – Bento Gonçalves-RS

 

Corpo de Vinho(fragmento)

 

beber vinho não é despojá-lo

da herança dormida em sangue

nem os prazeres inextinguem

os odores que resistem

 

beber de chegar à terra

de onde veio o aroma amado

e como os vales visíveis

sabê-lo intuitivo em ternuras

 

como as uvas colhidas

para a liturgia dos encontros

convertê-lo medida de clareza.

beber é propor-se o primitivo

dos tempos ao redor da mesa

 

que as palavras voltem a ser sagradas.

 

Oscar Bertholdo

http://jurassecretas.zip.net

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

Escrito por artur gomes às 10h14
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