Artur Gomes & Gumes - Meu coração Marçal Tupã Sangra Tupy & Rock And Roll


10/02/2007


O Amor

 

Ressuscita-me,

nem que seja só porque

te esperava como um poeta,

repelindo o absurdo quotidiano!

 

Ressuscita-me,

nem que seja só por isso!

Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos, concupiscência, salários.

 

Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,

o amor se vá pelo universo inteiro.

 

Wladimir  Maiakovski

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

Escrito por artur gomes às 14h10
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transpirações gráficas - césar castro

Escrito por artur gomes às 13h01
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08/02/2007


fulinaimânica sagaranagem

 

mineiro não é mané

naiman tantas vezes me disse

três noites não são quatro meses

mesmo quem contar errar as vezes

que um bezerro já foi boi

em qualquer curral de manhã

 

tuas unhas me arranham

como aranhas  tecem tua teia

tece a tela tece o fio

tece o pavio tece a lã

tece  vida fio por fio

tece a fibra tecelã

 

não fosse de minas o queijo

e o sabor daquele beijo

teus olhos bezerra e não vaca

nos dois  gumes da minha faca

cortando a folha de hortelã

 

artur gomes

http://jusassecretas.zip.net

http://arturgumes.zip.net

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

Escrito por artur gomes às 13h03
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07/02/2007


A palavra surrealista é misteriosa, sedutora, erótica e até pornográfica. Entre lençóis de seda que tocam a pele na noite Severina, ou entre os espasmos das fantasias sexuais na mente, a poesia de Artur Gomes me enobrece. Porque sou parte do gênero humano e como amiga pessoal deste grande produtor cultural, sinto que suas palavras exercem o fascínio esquecido de todos nós.
Obrigada por ser tão maravilhoso, querido amigo

 

Michele Sato

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm


 

Escrito por artur gomes às 16h22
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06/02/2007


existencial & transitória

 

alguma coisa se rompeu

e não sei onde

em que fímbria

na textura dos teus músculos

e agora que vagueia

              incontinente

tentando recompor a pele

entre as fibras

                       dos teus  nervos

 

no açougue das almas

não encontrarás

senão os ganchos

onde está de pendurado

                  o teu passado

e as roupas

que agora já não vestes

 

artur gomes

http://jurassecretas.zip.net

http://carnavalha.zip.net

http://arturgumes.zip.net

Festival de Poesia Falada de Varginha e Concurso de Contos Josué Guimarães – Universidade Federal de Passo Fundo-RS  – veja regulamentos no site: http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

 

Escrito por artur gomes às 12h11
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