Artur Gomes & Gumes - Meu coração Marçal Tupã Sangra Tupy & Rock And Roll


03/03/2007


foto: vanessa âlcantara

Todos os amores deveriam ser possíveis.
Pessoas não deveriam chegar,
nem antes, nem depois.
Tudo deveria ser exatidão.
Pontualidade vital
para que o amor aconteça.
A Terra deveria girar
com esse único propósito:
O encontro das almas.
O resto seria resto.
E tudo seria para sempre.
Brilhar para sempre
Brilhar como um farol
Brilhar com brilho eterno
Gente é para brilhar
Esse é o meu slogan
E o do sol.

Maiakovski

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

Escrito por artur gomes às 10h20
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01/03/2007


Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser pequeno. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua SENSIBILIDADE sem tamanho!

 

Vanessa Alcântara

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

Escrito por artur gomes às 14h19
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Não sou bela

Não sou flor

Sou Espanca

 

Dany Morreale

http://danymorreale.blogspot.com

 

 

Escrito por artur gomes às 10h55
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Estrela de Fogo

 

Atiçais

tudo que em mim

ainda queima e arde

fogo com o sol da tarde

carne de maçã em desalinho

lua quando chega noite

por estas noites de março

entre os lençóis e o linho

um mar em nossa janela

estrela quando brilhante

acende meus olhos em brasa

e exalas por toda casa

até na matéria bruta

perfume de mulher

como açoite

faminto que sou como a fruta

e bebo teus lábios de vinho

 

Artur Gomes

http://jurassecretas.zip.net

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Escrito por artur gomes às 10h40
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27/02/2007


 

terra/mãe

 

agora que pairas sobre o tempo

quando o tempo ainda é tempo

ou quando invento no meu corpo

este teu tempo de existir

e reInvento o que ainda não existe

ou quando o tempo já se foi

sem sequer se existisse

ou se não visses tudo em ti

se já passou

 

agora mãe

é quando terra ainda me lembro

de algum tempo

na ferrugem que ficou

roendo os ossos dos meus dedos

não tenhas medo

de dizer que ainda é cedo

se alguma lágrima

sai do tempo que brotou

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 13h19
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vestes como eu a alma dos dias da espera do agora.
vistes no avesso do tempo o que não é, mas está.
nada se morre ou se passa se, não tem medida.

quem? onde? término oscilante do vislumbre da mente.

sente o eu só parte, mas completamente todo.
morte. sorte. norte.
mera referência da linguagem que não se cabe.
sempre. sempre...

Anna para Artur

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Escrito por artur gomes às 13h04
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Luz do Sol

 

fosse-me então matéria prima

sendo mulher  mais que uma rima

Vanessa artéria me atravessa

a veia aorta

e me transporta

a outros climas no cinema

e sendo nega

não me nega

a luz na pele

e sendo pele me revela

o quanto és gente

e sendo gente

me aporta

enquanto vela

e sendo ela

acende a chama

pelos mares que atravessa

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 10h44
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Essa tua flor é trama
Filtra cor
furta amor ...
essência.

Tua poesia despétala,
primavera,
navalha- álibe,
derrama.

 

Tua sede plena
teu sorriso
represa
um copo de variedades !

Sêca dos desertos
nas águas da vontade
tua poesia é chuva
que mata de saudade !

Poeta !
Quem sabe de ti é a outra;
poesia que te acompanha as horas
em que tudo o que dizes são só verdades

Tua poética é silaba tônica
palavra única
ao passo rítmico
das mais belas paisagens !

 

Andrea Paola

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Escrito por artur gomes às 10h11
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Flor de Lótus

 

Eva é quando chegas

e te apossas dos meus lábios

por inteiro

como se  arte fosses

e teu corpo flor de lótus

nascendo aqui na minha cara

quando me vens

com tais palavras

e me vira pelo avesso

Eva que enfim foste o começo

quando a maçã em mim devora

fogo do amor não tem segredo

chama que queima a qualquer hora

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 09h46
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Flor da Lama

 

 

limo lesma lendas

não fosse essa lírica de carne e sangue

quando me aflora teu mangue

pele na flor da lama

na língua do mito e dos ossos

teu corpo meu pasto e cama

orsgasmo aqui entre as fendas

grávida de ti Manuel de Barros

 

no eco lógico das eras

e na mitologia das falas

esperma saliva pa/lavras

enquanto canibal eu me deito

quando em  Cuiabá me encontro

entre a  tua fauna e  a flora

e teu mato grosso deleito

lambendo o fio das horas

 

Artur Gomes & Michèle Sato

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Eu li o poema hoje de manhã e fiquei completamente sem fôlego. Desliguei tudo e fui ler Manoel de Barros. O Artur foi bastante generoso, minha contribuição ao poema foi mínima. Entretanto, é o poema que gostaria de ter escrito, pois fala de minhas identidades, sonhos e lutas. É retrato de mim mesma, no delírio surrealista de caçar palavras e transverter sentidos. É a presença mítica das águas fecundadas pelos cristais do Caracol. E hoje talvez eu agregue o desejo absoluto de que a poesia não morra, mas que viva em cada cantinho levando esta bela emoção.

Escrevi um poema sozinha, na minha luta ecologista e hoje muito preocupada com a mudança climática. Mas o poema só faz sentido se acompanhado de imagem. Gostaria de convidá-los a visitarem meu álbum. Fiz algumas artes gostosas com estes poemas na minha ‘letraimaginação’ (letras+imagens+imaginação). Só um pouco de habilidade no photoshop e muito, muito, muito de fantasia surreal.

Um enorme carinho, com especial agradecimento ao amigo Artur
Parceiro de vida

 

Michèle Sato

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Escrito por artur gomes às 09h41
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26/02/2007


CANTIGA PARA NÃO MORRER

Quando você for se embora,
moça branca como a neve.
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

FERREIRA GULLAR

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Escrito por artur gomes às 17h51
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indicativo presente

 

olho dentro do teu olho

para que olhe na minha cara

e cara a cara   me diga

a quantas anda a nossa briga

do nosso amor pela  ética

se é tão estranha a poética

do só pensar lá na frente

que eu já até perdi a conta

nesse pretérito faz de contas

das quantas vezes

que já votei pra presidente

e o nosso país do futuro

que nunca chega no presente

 

artur gomes

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Escrito por artur gomes às 17h44
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mayara mais linda do que nunca

antropofagicamente
cumer or not cumer?
: this is the question

se é para matar a fome aline
se é para matar a sede alice
se é para cumer teu nome
metáfora tropicana
lambe a tropicAnalice
e com a letra que restar
do sobrenome
reInvento a tropicália
vais me ter em sagarana
mordo teus lábios de cigana
e só tua boca me define

artur gomes

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Regulamento Concurso de Contos – Josué Guimarães – Passo Fundo-RS  -

no site: http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

Escrito por artur gomes às 16h59
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Pétala em Transe: tipo graficamente

em alguma esquina da tarde
vejo em alguma vitrine
que o sangue é vermelho
em quem arde tipo graficamente
e leio em teus olhos d´água
em transversal transcendente
a palavra: diagramação

e deda é onde te beijo dédala
mais tarde logo depois
diante o computador
no poema li teus olhos na tela
quando um beija-flor me revela:
não és pedra ou matéria in/odor
és sim: pétala em transe e paixão

as letras escorrem em teus dedos
nas menchetes de um jornal semanário
sem querer descobri teu diário
onde já estão lá os segredos
deste amor que me é profissão
onde deito em teu corpo os vinhedos
e em teu ser já deixei minhas mãos

artur gomes
http://arturgumes.zip.net

http://almadepoeta.com/fulinaima.htm

 

 

Escrito por artur gomes às 10h10
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