Artur Gomes & Gumes - Meu coração Marçal Tupã Sangra Tupy & Rock And Roll


24/03/2007


dada/collage

 

grafitemas & figuralidades

para Uilcon Pereira/in memorian

 

posto a memória viva eis-me aqui no coração dos boatos em outra inquisição pelos telhados assombradados brazilíricos ilha de amor/ódio poder/corrupção neste poema não infenso ao caldeirão de pólvora: em brazílica pereira: na traição das metáforas os inocentes úteis foram decaptados ontem na última sessão do congresso nacional e como um fantasma que cerrou a jaula tomo de assalto o planalto de onde rasgo as fardas  da cavalaria que alguns  ainda chamam de dragões da independência

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 09h03
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21/03/2007


 

remix fulinaímico 2/liquidificador

 

o poeta estraçalha a bandeira raia o sol marginal quarta/feira na geléia geral brasileira o céu de abril não é de anil nem general é my brazil minha verde amarela esperança portugal já vendeu para frança e o coração latino balança entre o mar de dólar do norte e o chão dos cruzeiros do sul o poeta esfrangalha a bandeira raia o sol marginal sexta/feira nesta zorra estrangeira e azul que há muito índio dizia:

meu coração galopa pelo campo afora no dorso dos poemas na pele das esporas  o sonho rola no parque o sangue ralo no tanque nada a ver com tipo dark e muito menos com punk meu vício letal é baiafro com ódio mortal de yank a coisa por aqui não mudou nada embora sejam outras siglas no emblema espada continua a ser espada poema continua a ser poema

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 18h03
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20/03/2007


salvador dali

 

remix fulinaímico

 

aqui nas bandas do leste a fome de carne é madrasta linguagem é vírus eu mordo mastigo como se estivesse digerindo as tintas de van gog picasso renoir eu que tenho sede de terra paixão e fome e o preço atual proíbe que me coma quando piso na augusta o poema dá um a tapa na cara da paulista eu que não tenho pretensões de ser moderno nem escrevo poesia pensando em ser eterno e ela tinha um jeito gal fatal vapor barato toda vez que me trepava as unhas como um gato mas meu coração vadio quando está no cio faz comício em seu quintal vai pro bar e bebe o rio e canta um hino nacional.

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 20h26
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19/03/2007


 

olho de lince

 

onde engendro

 a sagarana

 

invento

a sagaranagem

 

entre a vertigem

e a voragem

 

na palavra

de origem

 

entre a língua

e a miragem

 

 

mordendo:    o vírus da linguagem

no olho de lince                do poema

 

Artur Gomes

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Escrito por artur gomes às 19h57
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